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Ex-delegado-geral de SP, assassinado a tiros, Ruy Fontes foi jurado de morte pelo PCC

Informação consta em denúncia após decisão de transferência de lideranças da facção para presídios federal, caso de Marcola

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  • 16/09/25 12:12
Ex-delegado-geral de SP, assassinado a tiros, Ruy Fontes foi jurado de morte pelo PCC

Rio de Janeiro, RJ - Executado a tiros nessa segunda-feira, 15, o ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes foi jurado de morte pelo Primeiro Comando Capital (PCC) por "retaliação" após decidir transferir 15 lideranças da cúpula da facção em agosto de 2019. Ele foi uma das autoridades mais atuantes diante do chefe do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.


Marcola e outras 14 lideranças da facção cumpriam pena em Presidente Venceslau (SP) quando foi determinada a transferência para o sistema federal. A notícia desagradou ao PCC, segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que veio à tona em agosto de 2019.


Atualmente, Fontes atuava como secretário de Administração de Praia Grande, no litoral paulista. Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, ele atuou como delegado por mais de 40 anos e chegou a dirigir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).


Fontes teve passagens por diversas delegacias especializadas e participou de cursos no Brasil, na França e no Canadá. Ele iniciou a carreira como delegado de Polícia Titular da Delegacia de Polícia do Município de Taguaí e trabalhou no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).


A equipe de Fontes indiciou os principais líderes do Primeiro Comando Capital (PCC) no início dos anos 2000 por formação de quadrilha. Ele foi uma das autoridades mais atuantes contra a facção criminosa e seu chefe Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. O então delegado passou a ser referido como inimigo número 1 dos contraventores e alvo de planos de execução.


Nomeado pelo então governador João Doria, Fontes assumiu a função de delegado-geral da Polícia Civil de 2019 a 2022. Desde 2023, trabalhava na prefeitura de Praia Grande. Durante a carreira, o ex-delegado fez pós-graduação em Direito Civil e atuou como professor de Criminologia e Direito Processual Penal.


O caso ocorreu na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, por volta de 18h. Imagens que circulam nas redes sociais mostram que o carro do ex-delegado, em tentativa de fuga, colidiu contra um ônibus e capotou. Um grupo de homens armados desceu de outro veículo que vinha atrás e passou aparentemente a atirar contra a vítima.


Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que "lamenta, com profundo pesar, a morte do delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrida nesta segunda-feira (15), em Praia Grande, vítima de um atentado no bairro Vila Mirim”.


"Policiais militares atenderam rapidamente à ocorrência e localizaram o veículo utilizado pelos criminosos. A cena foi preservada para a realização da perícia, e o caso está sendo registrado na Polícia Civil. Equipes estão em campo, realizando diligências e utilizando ferramentas de inteligência para identificar, prender e responsabilizar os envolvidos", diz a pasta.


Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.