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Economia

Endividamento dos brasileiros: Como escapar da inadimplência em 2026

De acordo com o Banco Central, o endividamento das famílias durante o ano de 2025 chegou a 49,3% da renda anual

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  • 18/01/26 12:00
Endividamento dos brasileiros: Como escapar da inadimplência em 2026

Belém, PA - No ano de 2025, o Brasil atravessou um período econômico conturbado, marcado pela elevação de juros, inflação setorial persistente e perda de renda real das famílias. Durante 12 meses, a taxa Selic permaneceu acima de 15%, em contrapartida itens essenciais comprometeram grande parte do orçamento e a ausência da reserva de emergência agravou o cenário, resultando em um cenário onde milhões de brasileiros se encontram em situação de inadimplência. 

 

Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), o endividamento das famílias em 2025 chegou a 49,3% da renda anual, enquanto o comprometimento mensal com as dívidas atingiu 29,4%. A combinação desses fatores abre margem para o endividamento, diante de um cenário complexo como esse, a quitação de contas no prazo se torna cada vez mais difícil.  

 

Conforme o Mapa de Inadimplência e Negociação de Dívidas do Serasa, ao todo, foram contabilizados cerca de 173 mil novos inadimplentes até o mês de Novembro, evidenciando um crescimento de 0,22% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, o país registrou cerca de 321 milhões de dívidas negativas, somando um volume aproximado de R$511 bilhões em débitos.

 

Para Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio e executivo da Multimarcas Consórcios, os dados escancaram um problema estrutural: “É urgente romper o ciclo da dívida com planejamento e cultura financeira. Sem isso, o país corre o risco de consolidar uma geração inteira presa à inadimplência”.

 

Quebrar esse ciclo se apresenta como uma tarefa desafiadora, principalmente quando se deseja começar o ano com as finanças no verde, exigindo planejamento, disciplina e mudanças definitivas no estilo de vida. “O brasileiro precisa entender que reorganizar as finanças não é apenas pagar contas atrasadas, mas mudar a forma de consumir e planejar. Em 2026, quem tiver controle financeiro estará em vantagem”, reforça Fernando.

  

Com isso em mente, o educador financeiro elenca alguns passos para alcançar a saúde financeira ao longo dos próximos 12 meses. Sendo o primeiro passo não cortar tudo, mas, sim, organizar e renegociar.

 

1 - Mapeie todas as dívidas e priorize as mais caras: liste valores, taxas de juros, prazos e credores. Dívidas no cartão de crédito e no cheque especial devem ser tratadas como prioridade, pois concentram os maiores custos financeiros. Ademais, o levantamento revela que 82% dos consumidores que conseguem regularizar suas finanças se sentem mais otimistas em relação ao futuro financeiro.

 

2 - Negocie diretamente com os credores: bancos e financeiras costumam oferecer descontos relevantes para pagamento à vista ou parcelamentos com juros menores, especialmente em feirões de renegociação. A redução de encargos é fundamental para quebrar o ciclo do endividamento. 

 

3 - Evite trocar uma dívida cara por outra ainda mais onerosa: tomar crédito para pagar dívidas sem reduzir a taxa de juros tende a agravar o problema. O foco deve ser substituir dívidas de alto custo por modalidades mais baratas ou eliminá-las.

 

4 - Reorganize o orçamento com base em prioridades: separe gastos essenciais (moradia, alimentação, transporte) dos não essenciais. Em 2026, o planejamento financeiro passa a consumir menos no presente para recuperar fôlego no médio prazo.

 

5 - Crie uma reserva de emergência, mesmo que aos poucos: guardar pequenas quantias regularmente ajuda a evitar o retorno à inadimplência diante de imprevistos. O ideal é acumular de três a seis meses do custo de vida, mas qualquer valor inicial já faz diferença.

 

6 - Use o crédito de forma estratégica: com juros elevados, o crédito deve ser utilizado apenas quando houver planejamento. Modalidades como o consórcio ganham espaço por não cobrarem juros, apenas taxa administrativa fixa, sendo uma alternativa para quem planeja aquisições de maior valor.


Foto: Agência Brasil

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.