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Curtas-metragens da 8ª edição do projeto Cultura na Praça estreiam em meio digital

Projeto chega à marca de 50 filmes realizados por jovens do Pará e do Maranhão com o lançamento de “Além do Que se Vê” e “Descobrindo o Meu Passado”

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  • Da Redação
  • 14/08/26 18:00
Curtas-metragens da 8ª edição do projeto Cultura na Praça estreiam em meio digital

Belém, PA - Dois novos curtas-metragens produzidos por jovens do Pará e do Maranhão já podem ser assistidos gratuitamente na plataforma do Cultura na Praça. “Além do Que se Vê” e “Descobrindo o Meu Passado” são resultado das oficinas de cinema da 8ª edição do projeto e estão disponíveis em culturanapraca.art.br, com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição, legendas descritivas e tradução em Libras. As obras inéditas se somam ao acervo construído ao longo das edições anteriores do Cultura na Praça, que alcança a marca de 50 produções.


Os filmes têm como ponto de partida as experiências e os olhares dos próprios jovens sobre os lugares onde vivem. “Além do Que se Vê” foi realizado no bairro Vale da Bênção, em Canaã dos Carajás (PA), e “Descobrindo o Meu Passado”, na comunidade Novo Oriente, em Açailândia (MA). Durante as oficinas, os participantes, com idades entre 13 a 19 anos, vivenciaram as diferentes etapas da produção audiovisual, como roteiro, direção, captação de imagens e som, atuação e edição.


Para o cineasta e coordenador do projeto, Cris Azzi, cada obra revela perspectivas singulares sobre as comunidades. “Quando esses jovens transformam suas experiências em cinema, fazem muito mais do que aprender uma técnica. Eles constroem memória, fortalecem sua identidade e mostram que suas histórias também merecem ocupar as telas. Cada curta é um convite para conhecer diferentes formas de viver, sentir e perceber o mundo, sempre do ponto de vista de quem conhece essas realidades por dentro”, afirma.


Projetando sonhos atrás das câmeras


Entre os jovens realizadores está Marcela de Oliveira Araújo, de 15 anos, estudante do ensino médio, que integrou a equipe de “Além do Que se Vê”. O curta acompanha a rotina de uma pessoa com deficiência visual e propõe uma reflexão sobre respeito, inclusão e igualdade de direitos. Apaixonada por cinema e com o desejo de cursar uma faculdade na área, Marcela encontrou no Cultura na Praça a oportunidade de dar os primeiros passos rumo ao futuro que imaginava.


“Eu entrei no Cultura na Praça porque sempre sonhei em fazer faculdade de cinema. Antes mesmo de começar, eu já esperava aprender mais sobre filmes, mas viver tudo isso foi muito além do que eu imaginava. Gostei de conhecer os equipamentos, entender como funciona uma produção e participar das gravações. Foi nesse momento que percebi que esse sonho realmente pode acontecer”, conta.


Segundo Marcela, a experiência também transformou a maneira como ela percebe o próprio potencial. “Participar do projeto me fez acreditar ainda mais em mim. Descobri que sou capaz de criar, aprender e superar desafios. Hoje, vejo o cinema como uma forma de dar voz às pessoas e contar histórias que podem transformar vidas.”


Histórias que aproximam pessoas


Os novos curtas apresentam narrativas que conduzem a jornadas sensíveis por realidades distintas. As vivências dos protagonistas entrelaçam tempo e identidade, seja na simplicidade do cotidiano ou no resgate das raízes e da memória. “Além do Que se Vê” acompanha um dia na vida de Afonso, em Canaã dos Carajás. O filme atravessa encontros, caminhos, desejos e afetos, convidando o público a refletir sobre as diferentes formas de perceber o mundo.


Já “Descobrindo o Meu Passado” mistura realidade e ficção para acompanhar Lucas em uma investigação sobre a história de Novo Oriente, pequena comunidade de Açailândia, no Maranhão. Ao ouvir as memórias das mulheres mais velhas da comunidade, ele descobre relatos sobre o passado do lugar e se aproxima de um segredo guardado por sua própria família.


Com os dois lançamentos, o Cultura na Praça alcança a marca de 50 curtas-metragens produzidos, todos em exibição online gratuita. No site, além dos filmes, o projeto oferece o Programa Educativo Cultura na Praça (culturanapraca.art.br/educativo), uma ferramenta pedagógica onde os filmes são divididos em 7 eixos temáticos e disponibilizados com sugestões de atividades para uso em sala de aula nas escolas públicas. 


Sobre o Cultura na Praça


Criado em 2017, o Cultura na Praça atua na formação e difusão cinematográfica por meio de oficinas gratuitas e mostras itinerantes no interior do Pará e do Maranhão. A iniciativa fundamenta-se na premissa de que a educação cultural é um poderoso vetor de transformação socioeconômica. Ao estimular o protagonismo da juventude, engajar as comunidades e valorizar os patrimônios materiais e imateriais das regiões por onde passa, o projeto impulsiona ativamente o desenvolvimento territorial. Esse impacto se estende de forma direta à economia local: para fomentar a geração de trabalho e renda, o projeto prioriza a contratação de profissionais e fornecedores das próprias regiões atendidas. O Cultura na Praça conta com patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Rouanet, parceria do Instituto Tatajuba e realização da Vivas Cultura e Esporte e Ministério da Cultura.


Sobre a Vale


A Vale acredita que a cultura transforma vidas. Pelo quinto ano consecutivo é a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.


Foto: Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.