Após relatório da OAB-PA apontar deficiências nos canais virtuais do Judiciário, unidades mal avaliadas terão dez dias para prestar esclarecimentos à Corregedoria do TJ.
m relatório elaborado pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA) sobre a qualidade do atendimento prestado pelas unidades judiciárias de primeiro grau produziu seus primeiros efeitos práticos dentro do Tribunal de Justiça do Estado.

Em decisão assinada pela corregedora-geral da Justiça, desembargadora Elvina Gemaque Taveira, a Corregedoria transformou o levantamento apresentado pela entidade em instrumento de fiscalização administrativa e determinou uma série de providências para corrigir as falhas identificadas nos canais de atendimento disponibilizados à advocacia e aos jurisdicionados.
A principal medida atinge as unidades que receberam, no diagnóstico elaborado pela OAB, classificação "Ruim" ou "Inexistente". Elas terão prazo de dez dias para explicar as razões do desempenho insatisfatório e informar quais providências já adotaram - ou pretendem adotar - para sanar os problemas apontados.
A decisão também determina que todas as unidades judiciárias de primeiro grau sejam formalmente cientificadas do teor do despacho e reforça a obrigação de cumprir integralmente o Provimento Conjunto nº 001/2026, que disciplina o atendimento remoto no âmbito do Judiciário paraense.
Um dos principais recados da Corregedoria é dirigido às unidades que passaram a utilizar o sistema de agendamento eletrônico Microsoft Bookings. Segundo a decisão, a ferramenta representa apenas mais uma opção de atendimento e não autoriza a desativação dos demais canais institucionais.
Na prática, o Balcão Virtual permanece obrigatório, assim como os demais meios oficiais de comunicação com advogados e cidadãos, que devem funcionar de forma permanente e eficiente. Ao reconhecer o relatório da OAB como importante instrumento de diagnóstico institucional, a Corregedoria sinaliza que as reclamações da advocacia serão incorporadas ao acompanhamento administrativo do funcionamento das unidades judiciais.
Além das intimações às varas, a decisão determina que tanto a OAB quanto a Presidência do Tribunal de Justiça sejam oficialmente comunicadas das medidas adotadas.
Mais do que uma resposta pontual às reclamações da advocacia, o despacho inaugura uma etapa de cobrança formal sobre a qualidade do atendimento prestado pelo Judiciário estadual. Agora, caberá às unidades apontadas como deficientes demonstrar que as falhas foram corrigidas - ou explicar por que elas persistem.

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Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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