Pedido de intervenção expõe racha interno e amplia pressão sobre regras do certame do Tribunal de Justiça do Pará.
que começou como questionamento externo ao concurso de cartórios do Tribunal de Justiça do Pará ganhou um ingrediente novo - e mais delicado. O processo que tramita no Conselho Nacional de Justiça passou a registrar uma disputa aberta entre os próprios candidatos.

Petição protocolada nesta segunda-feira, 13 pede habilitação de um grupo como terceiros interessados no PCA nº 0002489-29.2026.2.00.0000. Os novos atores entram para defender a manutenção integral das regras do edital e reagir a tentativas de flexibilização.
O certame se divide em dois blocos. De um lado, candidatos que questionam exigências - especialmente a comprovação definitiva de aprovação no ENAC - e tentam abrir margem para ajustes no curso do concurso. De outro, o grupo que agora ingressa no processo sustenta o oposto: qualquer mudança durante o andamento violaria princípios básicos do concurso público, como isonomia, segurança jurídica e vinculação ao edital
A petição é direta ao afirmar que o edital funciona como regra vinculante para todos os candidatos e não pode ser alterado no meio do caminho, salvo exceções legais bem delimitadas. O argumento central é que admitir flexibilizações agora criaria um desequilíbrio: candidatos que cumpriram integralmente as exigências ficariam em desvantagem frente aos que não atenderam aos requisitos no prazo
O ponto mais sensível levantado no documento vai além da disputa individual. Os peticionantes alertam que aceitar resultados provisórios do ENAC pode gerar um efeito dominó: candidatos avançariam no concurso sem cumprir requisito definitivo, decisões posteriores poderiam excluir nomes já aprovados em fases seguintes e o resultado final ficaria sujeito a anulações. Em resumo: risco de judicialização ampliada e atraso no provimento das serventias.
Nos bastidores, o movimento não é visto apenas como defesa abstrata de princípios. Os nomes que aparecem na petição orbitam o ambiente do próprio sistema cartorial e de concursos recentes, o que adiciona uma camada de interesse direto ao embate. A leitura corrente é que o processo no CNJ deixou de ser apenas uma contestação ao edital e passou a funcionar como arena de disputa entre grupos com posições já consolidadas dentro do certame.
Com a entrada de terceiros interessados, o caso ganha densidade política e jurídica. O que antes era um questionamento sobre regras agora evolui para um confronto interno, com potencial de influenciar diretamente o desfecho do concurso. No ritmo atual, a tendência é de ampliação da pressão sobre o CNJ, que passa a arbitrar não só a legalidade do edital, mas também interesses divergentes dentro do próprio universo de candidatos.

•Pesquisa do Instituto Datafolha identificou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (foto) em cenário de segundo turno, com o conservador na dianteira. No primeiro turno, o petista segue como preferido.
•Para criticar o governo Lula, Flávio Bolsonaro publicou um trecho de vídeo em que pessoas buscam alimentos em desespero em um caminhão de lixo no Ceará. O trecho, porém, é de 2021, durante o governo do então presidente Bolsonaro.
•Em agenda em Campo Grande, Flávio Bolsonaro disse que Tereza Cristina é o "sonho de consumo de todo mundo" para a vice-presidência, mas afirmou que a definição da chapa ficará para mais adiante.
•Em meio a brigas internas entre líderes do PL, o ex-vereador Carlos Bolsonaro cobrou o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, para que coloque ordem na casa. "Me ajude a te ajudar, está ficando feio", afirmou.
•Lula escolheu seu líder do governo na Câmara, José Guimarães, para assumir o espaço deixado pela ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
•A primeira execução do Hino Nacional completa 195 anos em meio a uma nova fase de protagonismo no debate público.
•Tema recorrente de projetos no Congresso, a canção também ganhou destaque nos últimos anos como símbolo político, presente em manifestações, discursos e disputas narrativas.
•Há 62 anos, o Congresso elegeu Castello Branco dois dias após o AI-1, sob cassações e voto aberto. A sessão deu forma institucional ao golpe e marcou a escolha do primeiro presidente do regime militar.
•O Parlamento seguiu aberto, mas já subordinado à nova ordem imposta pelos militares.
•O governo anunciou parceria com a agência de fronteiras dos Estados Unidos para reforçar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas.
•Prefeitos acionaram o STF contra lei de combate ao crime organizado, questionando pontos da norma e apontando impacto na autonomia e nos custos dos municípios.
•Nesta semana, a pauta do Senado conta com projeto que institui o novo marco legal da Inteligência, além de discutir qual versão deve preponderar sobre o percentual mínimo de cacau nos chocolates.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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