O impasse afeta o início do calendário escolar e aumenta a pressão por uma solução negociada para a crise na educação de Ananindeua
Ananindeua, PA – A ausência do prefeito Daniel Santos nas mesas de negociação com professores da rede municipal tornou-se um dos principais pontos de tensão na crise que levou à greve da educação em Ananindeua. As mobilizações da categoria começaram ainda em fevereiro, quando professores realizaram paralisações e protestos para pressionar a prefeitura a avançar nas negociações salariais e em outras pautas da educação.
Sem avanços nas reuniões realizadas nas semanas seguintes, o impasse se aprofundou e culminou na deflagração da greve no dia 4 de março, aprovada em assembleia da categoria. Desde então, o movimento tem mantido a paralisação das atividades enquanto aguarda uma proposta considerada satisfatória pelos profissionais da rede.
Para representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), um dos fatores que mais tem ampliado o desgaste nas negociações é a ausência do prefeito nas reuniões com a categoria. Segundo o sindicato, Daniel Santos não participou diretamente das mesas de diálogo realizadas até agora, delegando as tratativas a representantes da gestão municipal.
Reunião termina sem acordo
A tentativa mais recente de negociação ocorreu na quinta-feira (5), em reunião realizada na sede da Secretaria Municipal de Educação (Semed). O encontro terminou sem acordo entre prefeitura e trabalhadores da educação.
De acordo com o Sintepp, o prefeito novamente não participou das tratativas. Para as lideranças do movimento, a ausência do chefe do Executivo municipal dificulta o avanço das negociações, já que decisões relacionadas ao impacto financeiro das propostas dependem diretamente da gestão municipal.
A entidade afirma que, ao longo das mobilizações e das tentativas de diálogo realizadas nas últimas semanas, houve repetidos pedidos para que o prefeito participasse pessoalmente das reuniões com os representantes da categoria.
Impasse sobre reajuste salarial
O principal ponto de divergência nas negociações envolve o reajuste salarial dos professores da rede municipal. O prefeito Daniel Santos anunciou um reajuste de 6% no vencimento-base da categoria. No entanto, o percentual foi considerado insuficiente pelos trabalhadores da educação.
Segundo o sindicato, durante rodadas anteriores de negociação havia expectativa de que o reajuste pudesse incorporar de forma mais ampla a atualização do piso nacional do magistério e outras recomposições salariais.
A divergência sobre o percentual e sobre a forma de aplicação do reajuste acabou ampliando a insatisfação entre os profissionais da rede e contribuiu para a aprovação da greve.
Reivindicações da categoria
Além da discussão salarial, os professores também apresentam uma pauta mais ampla de reivindicações. Entre os principais pontos estão:
- Atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR);
- Realização de concurso público para suprir a carência de profissionais na rede municipal;
- Melhorias nas condições estruturais das escolas;
- Ampliação do número de profissionais de apoio, especialmente para atendimento a estudantes com deficiência.
De acordo com o sindicato, as demandas refletem problemas estruturais que vêm sendo apontados pela categoria ao longo das negociações com a prefeitura.
Críticas à condução das negociações
Outro ponto frequentemente citado pelos professores é a condução política do diálogo com a gestão municipal.
Para representantes da categoria, a ausência do prefeito nas reuniões acaba limitando o alcance das negociações, uma vez que decisões sobre orçamento e política salarial dependem diretamente da chefia do Executivo municipal.
As lideranças defendem que a participação direta do prefeito nas mesas de negociação poderia facilitar a construção de um acordo capaz de encerrar a paralisação.
Impasse segue aberto
Sem avanço nas negociações após a reunião desta semana, a greve segue mantida e ainda não há previsão de retorno das atividades na rede municipal.
Enquanto sindicato e prefeitura mantêm posições divergentes sobre as propostas apresentadas até agora, o impasse continua afetando o início do calendário escolar e aumenta a pressão por uma solução negociada para a crise na educação de Ananindeua.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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