Mais de 50% da população sabe pouco ou nada do assunto, revela pesquisa da Febraban; maioria, porém, se diz atenta ao controle das finanças pessoais.
maioria da população do Norte do País admite que entende pouco ou nada sobre educação financeira, mesmo considerando o assunto importante para a vida pessoal e profissional. É o que revela a 17ª edição da pesquisa semestral Observatório Febraban, a Federação Brasileira de Bancos, feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).

A pesquisa apurou que, na região, 51% da população não entende nada ou tem poucos conhecimentos sobre educação financeira, considerando itens nesse conceito como controle de despesas, endividamento, poupança e investimento. Porém, 91% reconhecem que o tema é muito importante, e 72% acreditam que o planejamento financeiro influencia na realização de sonhos e projetos pessoais.
No Pará, o endividamento das famílias aumentou em comparação com o ano anterior. Um estudo da Fecomércio revelou que a população endividada no Estado cresceu 6,7 pontos percentuais em relação a junho de 2023, atingindo 68,7%. Além disso, 26,8% dos consumidores estão inadimplentes, com as dívidas de cartão de crédito sendo as mais comuns.
O endividamento no Pará acompanha a tendência nacional, com o aumento do uso de crédito para consumo e para quitar dívidas antigas, mesmo com juros elevados. A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo mostra que a parcela da renda comprometida com dívidas também aumentou, e a inadimplência tem crescido, especialmente entre as famílias de baixa renda.
No caminho dessa realização está o equilíbrio entre crédito e endividamento. “Educação financeira e endividamento são temas afins: a dificuldade de controlar gastos leva muitas pessoas a contraírem dívidas para cobrir despesas e imprevistos. No entanto, o mesmo contexto de desorganização financeira aumenta o risco de inadimplência”, afirma o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe.
De acordo com a pesquisa, 41% dos entrevistados na Região Norte afirmam estar endividados. Entre estes, 10% acreditam que terminarão 2025 mais endividados do que estavam no final do ano passado e 68% esperam reduzir seu nível de endividamento. A maior parte - 42% - acredita que vai conseguir pagar suas dívidas até o final do ano; outros 30% projetam essa quitação para 2026, enquanto 26% pensam que isso ainda vai demorar um pouco mais.
Para além da questão financeira, a pesquisa destaca uma dimensão importante do endividamento: o impacto na saúde mental das pessoas. No levantamento, entre os que declaram possuir dívidas, 76% afirmam que o endividamento afeta sua saúde emocional ou sua qualidade de vida.
Ao mesmo tempo, 49% dos entrevistados afirmam ter o hábito de poupar ou investir quando possível, 20% fazem isso frequentemente e 29%, às vezes. Em contrapartida, 35% afirmam espontaneamente não ter condições financeiras de poupar ou investir, mas fariam se pudessem.
O uso de crédito é uma prática considerada comum, com a maioria dos entrevistados, 52%, no Norte afirmando utilizar pelo menos um meio de acesso a crédito pessoal, com destaque para o cartão de crédito, referência para 58% dos entrevistados.
A pesquisa Observatório Febraban foi realizada no início de julho e entrevistou 3 mil pessoas nas cinco regiões do País. O objetivo é investigar o que os brasileiros entendem por educação financeira, como veem o nível de educação financeira no país, quais fontes de informação utilizam sobre finanças, o papel do planejamento financeiro na realização de projetos pessoais e práticas correlacionadas.
O Observatório Febraban - Pesquisa Febraban Ipespe foi lançado em junho de 2020 com objetivo de se tornar uma fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos setores.
Com periodicidade trimestral, a iniciativa é parte de uma série de medidas da Febraban para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.

•Edmilson Rodrigues (foto) parece que se cansou de criticar o atual prefeito de Belém, Igor Normando, e já está de olho na eleição do ano de 2026.
•O partido dele, Psol, colocou na estrada uma certa Caravana Ecoar Todas as Vozes, que, no sábado, 26, esteve na cidade de Baião, região do baixo Tocantins, no Pará.
•Ao lado dele, a deputada estadual Lívia Duarte e o deputado federal Paulo Lemos, do Psol do Amapá.
•O mote da visita é “receber a escuta atenta e o compromisso de levar adiante as vozes e demandas da população que precisa ser ouvida e seguir atuando por um futuro com mais justiça e respeito para a nossa gente”.
•O corpo celeste que vem de fora do sistema solar está deixando astrônomos de olhos bem abertos. O de 3I/Atlas tem comportamento tão incomum que alguns pesquisadores levantaram a hipótese de ser… artificial.
•Sem rastro de gases, com trajetória quase perfeita para manobras e uma precisão estranha demais para ser coincidência, o objeto já tem data marcada para se aproximar do Sol, quando o astro ficará oculto da Terra.
•Manguezais evitam prejuízo de R$ 5,3 trilhões em inundações, dizem pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA).
•O estudo comprova "o valor dos manguezais como ativos naturais essenciais para a resiliência e proteção das zonas costeiras".
•Em três anos, 118.650 novos casos de câncer de cabeça e pescoço foram diagnosticados no Brasil, aponta o Instituto Nacional de Câncer. O que estaria por trás de tamanha incidência?
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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