Briga pelo comando da Federação nunca esteve tão acirrada, mesmo com tantas conquistas em âmbito nacional.
Vídeo que circula nas redes sociais aponta supostas irregularidades na gestão da Federação, mas é apontado como ‘falso’ por Ricardo Gluck Paul/Fotos: Divulgação.
os últimos três anos, o Pará passou de 5 para 35 competições realizadas entre jogadores e jogadoras de todas as categorias e gêneros, por ano. Cresceu tanto que hoje só fica atrás do Rio de Janeiro no número de partidas disputadas por temporada. Mas o que pouca gente sabe é que uma das mais acirradas disputas acontecem fora das quatro linhas: um confronto de bastidores pela direção da Federação Paraense de Futebol onde se misturam ambição, fake news, troca de farpas e muita vaidade.
Voltando ao passado, a FPF ficou os seis primeiros meses de 2022 sem comando em função de uma disputa que extrapolou os limites eleitorais. Foi preciso a intervenção da Justiça e a própria Confederação Brasileira de Futebol suspender os repasses para a entidade local para que eleições fossem realizadas “na marra”, permitindo a escolha do atual presidente, Ricardo Gluck Paul.
Mas engana-se que o grupo opositor, liderado pela dupla Luís Omar Pinheiro e Paulo Romano, se deu por vencida. Luís Omar é ex-presidente do Paysandu e atual mandatário do Santa Rosa, enquanto Paulo Romano foi, durante todo o reinado do Coronel Antônio Carlos Nunes, ex-presidente da FPF por muitos mandatos, diretor de Futebol da entidade.
No que considera “jogo de ataque”, Gluck Paul alega perseguição em seu mandato. Em contato direto com a Coluna Olavo Dutra, ele conta que exerce a presidência em duas frentes: uma para fazer funcionar o futebol paraense; outra para se defender dos opositores. Já os opositores, por sua vez, pedem a destituição Gluck Paul desde de que acumulou os cargos de presidente da FPF e de vice-presidente da CBF, há dois meses - atitude, de fato, proibida pelo atual estatuto da CBF.
Gluck Paul reconhece que a mudança anteriormente executada pelo ex-presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e que garantiria esse tipo de acúmulo, foi anulada pela Justiça carioca. Na opinião dele, no entanto, a legalidade dessa permissão é apenas uma questão de tempo. “E a mudança será validada não porque os presidentes de federação precisam acumular cargos, e sim porque o futebol brasileiro precisa que o novo estatuto dê vida às SAFs e viabilize a Lei Geral de Esportes, entre outros pontos”.
A mais nova rasteira passou perto de Gluck Paul. E isso porque o capoeirista é da cozinha do presidente. Reginaldo Souza, um dos vice-presidentes da FPF, parece ter cedido ao “canto da sereia” e foi a uma delegacia - ao que tudo indica induzido por Luís Omar e Paulo Romando - alegar a falsificação de uma assinatura de sua autoria quando ele mesmo exercia o cargo de presidente da entidade. Gluck Paul esteve fora do Brasil nos primeiros dez dias de julho e repassou o cargo a Reginaldo.
Observando o poder que detinha naquele momento, a oposição se aproximou de Reginaldo e mostrou como ele poderia assumir a presidência da entidade caso as contas de seu presidente não fossem aprovadas na Assembleia Geral do dia 30 de junho passado, o que poderia culminar na destituição de Gluck Paul. As contas acabaram sendo aprovadas com apenas um clube votando contra - o Santa Rosa, de Luís Omar -, e agora Reginaldo tem tudo para responder na Justiça por uma acusação considerada falsa.
O episódio da suposta falsificação de assinatura foi replicado em vídeos espalhados pela internet por um perfil que ninguém conhece, feito por uma narração automática das redes sociais e utilizando documentos que ninguém sabe a origem - sugerindo ser fake news. Gluck Paul reconhece que o documento utilizado pelos opositores foi, de fato, publicado com a assinatura digital de Reginaldo, mas no site, onde não há peso, segundo o presidente, para o que determina o estatuto.
“A convocação da Assembleia Geral precisa ser publicada em jornais de grande circulação e, lá, o documento vai sem a assinatura de ninguém. E assim fizemos. Nosso erro foi ter replicado a mesma convocação no site, com a assinatura do Reginaldo, onde não há obrigatoriedade de divulgação da convocação. Era apenas uma publicidade a mais e com a assinatura digitalizada do vice-presidente”, explica Gluck Paul.
Agora, Reginaldo segue sem saber exatamente o que fazer, já que, quando esteve com o poder nas mãos, fez o que não devia. Gluck Paul afirma que a tentativa de rasteira já faz parte do passado e foca no que está por vir. Já a oposição segue mais forte do que nunca e preparada para aproveitar, ao máximo, a próxima bobeira ou oportunidade que lhe couber. Afinal, como diz o ditado, “numa guerra, cada um utiliza as armas que tem”. Ainda que, se necessário, a falta de moral supere o armamento.

•Novo secretário de Obras e Infraestrutura de Belém, Arnaldo Dopazo (foto) já arregaçou as mangas e começa a selecionar as empreiteiras que prestam serviços à Prefeitura de Belém.
•O Diário Oficial do município publicou ontem, 21, a portaria com o Termo de Encerramento do Contrato da prefeitura, datado do dia 10, com a empresa MultiSul - Pinheiro Sereni -, dos irmãos Ícaro e Ulisses Sereni, que surfaram na gestão Edmilson Rodrigues, do Psol.
•O objeto do contrato encerrado era a reforma e restauração do Palácio Antônio Lemos.
•Advocacia paraense vai às urnas no dia 11 de agosto para escolha dos nomes ao quinto constitucional. A votação será eletrônica.
•Para votar, a OAB informa que os profissionais têm até hoje, 22, para regularizar sua situação financeira, garantindo a habilitação no colégio eleitoral.
•A instituição vem promovendo uma campanha de regularização para viabilizar a participação do maior número possível de advogados no processo.
• A Lei 11.098, de 18 de julho de 2025, publicada no Diário Oficial do Estado, declara como patrimônio cultural e artístico de natureza imaterial do Pará a obra do cantor e compositor paraense Paulo André Barata.
•Paulo André é parceiro do pai, Ruy Barata, em clássicos da música paraense como “Foi Assim”, “Esse Rio é Minha Rua”, “Pauapixuna”, “Porto Caribe” e outros. Paulo faleceu em setembro de 2023, aos 77 anos.
•O cantor Natan, um dos maiores cachês do atual meio artístico nacional, fará show em Bragança, mas as redes estão explodindo em violentas críticas ao prefeito Mário Júnior.
•A população considera “exagerada” a realização de shows nos últimos três meses na cidade e passa a se perguntar: a quem interessa?
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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