Ainda que de forma parcial, empresa envia respostas a questionamentos da coluna sobre a situação do lixo de Belém e deixa mais dúvidas do que respostas.
m resposta à matéria sobre o contrato milionário de gestão de resíduos sólidos em Belém, a Ciclus Amazônia divulgou nota em resposta a questionamentos específicos da Coluna Olavo Dutra, na qual a empresa reforça o discurso de que cumpre rigorosamente as obrigações contratuais.

A nota alega que o projeto do novo Centro de Tratamento de Resíduos “encontra-se em fase avançada de tramitação junto aos órgãos ambientais competentes”, sem detalhar em qual etapa o processo está, quais órgãos estão envolvidos, se o projeto está parado ou avançando, ou qual a previsão real para sua conclusão.
A empresa também reconhece que, embora ainda sem um aterro definitivo, continua a receber os valores do contrato de R$ 32 milhões mensais que, ao final das contas, segue em vigor, embora sob fortes especulações de ameaças de rompimento unilateral por parte da Prefeitura de Belém.
Além disso, a Ciclus não menciona os problemas estruturais herdados, os desafios logísticos, ou as críticas sobre o caráter do contrato firmado com a prefeitura, considerado leonino pela administração municipal, como tem dito o prefeito a interlocutores.
A empresa também listou ações pontuais e projetos ainda sem data de entrega. A seguir, publicamos a íntegra da nota para que o leitor possa avaliar por si mesmo o grau de compromisso que a empresa argumenta ter com a cidade de Belém.
A Ciclus Amazônia, na qualidade de concessionária responsável pelos serviços de coleta, transporte, tratamento e disposição final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos no município de Belém, reforça seu compromisso com a eficiência, a legalidade e a sustentabilidade na execução contratual.
A empresa reforça que segue regularmente seu contrato firmado com a Prefeitura de Belém, com total cumprimento dos itens contratuais, e num fluxo regular de comunicação e gestão de contrato junto à Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel). Trata-se de um contrato robusto e estruturado, que segue rigorosamente as práticas e exigências legais estabelecidas.
Neste sentido, compartilhamos alguns dados referente às nossas contribuições para a cidade:
1.Eficiência e regularidade na execução contratual
2.A execução dos serviços pela Ciclus Amazônia observa rigorosamente os parâmetros estabelecidos no contrato administrativo firmado com a Prefeitura Municipal de Belém, destacando-se os seguintes indicadores:
• Conformidade operacional, conforme laudo técnico da Universidade Federal do Pará (UFPA), o que atesta o pleno atendimento aos indicadores de desempenho contratual (IDCs) e aos níveis de serviço pactuados.
• Conformidade de 100% das obrigações para o primeiro ano do contrato, conforme relatório do Verificador independente do contrato.
• Redução em mais de 60% dos pontos de descarte irregular de resíduos sólidos urbanos (RSU), demonstrando efetividade na política de controle e remediação de passivos ambientais históricos.
• Modernização do sistema de limpeza urbana, com frota 100% renovada, composta por mais de 270 veículos e equipamentos especializados, monitorados em tempo real por sistemas de rastreamento e telemetria.
2. Obrigações legais
A Ciclus Amazônia atua em estrita conformidade com a legislação aplicável, especialmente:
• Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), com foco na destinação ambientalmente adequada dos resíduos.
• Lei nº 11.445/2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico.
• Resoluções Conama n° 307/2002 e n° 404/2008, relativas à gestão de resíduos e à operação de aterros sanitários.
• Os resíduos orgânicos coletados são encaminhados à destinação ambientalmente correta e licenciada.
Tratamento de resíduos:
• O projeto para o novo Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) encontra-se em fase avançada de tramitação junto aos órgãos ambientais competentes, dentro do cronograma previsto, observando-se integralmente os ritos do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima).
• A estruturação do CTR contará com uma estação para o tratamento de chorume, e seu aproveitamento energético via captação e valorização do biogás gerado, seja para produção de energia ou produção de biometano. Além disso, o aterro sanitário definido terá um sistema de impermeabilização e monitoramento seguindo as melhores práticas de engenharia existentes para estes fins.
3. Investimentos e inovação
Desde o início da concessão, a Ciclus Amazônia realizou investimentos expressivos para modernização e eficiência operacional:
• Implantação de dezenas de pontos de entrega voluntária (PEVs) para materiais recicláveis, promovendo a segregação na fonte e fomentando a logística reversa e a circularidade.
• Implantação do Ecoponto do São Joaquim, tornando possível a destinação correta dos resíduos e rejeitos da região, reduzindo os descartes irregulares nas ruas e avenidas.
• Desenvolvimento de sistema de gerenciamento integrado de resíduos (SIGR), com monitoramento em tempo real das operações de limpeza, coleta e disposição.
4. Responsabilidade social
Em consonância com os princípios da sustentabilidade e da função social da concessão, a Ciclus desenvolve programas estruturantes:
• Parcerias formalizadas com cooperativas de catadores de materiais recicláveis, regularizando e fortalecendo a cadeia da reciclagem.
• Campanhas de educação ambiental, realizadas em conjunto com o poder público, abrangendo escolas, centros comunitários e associações de bairro.
• Valorização da economia circular, mediante o estímulo à reinserção de resíduos recicláveis no ciclo produtivo.
- Implantação da Escola Ciclus que já alfabetizou 45 funcionários e segue com novas turmas.
5. Passivos e desafios
A concessão foi assumida em cenário caracterizado por:
• Lixão do Aurá: A concessionária já apresentou projeto básico para encerramento e remediação e aguarda somente o licenciamento por parte do órgão ambiental para iniciar as obras.
• Carência de infraestrutura adequada para a disposição final dos resíduos.
• Infraestrutura urbana deficitária, com bairros de difícil acesso, especialmente em áreas de ocupação irregular.
Mesmo diante dessas adversidades, os resultados alcançados demonstram a superação de entraves históricos, com melhorias substanciais na limpeza pública e no controle sanitário.
A Ciclus mantém permanente interlocução com os órgãos de controle e fiscalização, apresentando relatórios técnicos regulares, incluindo:
• Relatórios de Monitoramento Ambiental (RMA);
• Relatórios de execução contratual, com indicadores de desempenho e conformidade;
• Planos de ação corretiva, sempre que identificadas oportunidades de aprimoramento.
A Ciclus Amazônia reafirma seu compromisso com a prestação de serviços de excelência, observando rigorosamente as normas legais, contratuais e ambientais, e contribuindo para a construção de uma Belém mais limpa, saudável e sustentável.

•A mudança mais significativa operada pelo prefeito Igor Normando na gestão foi a exoneração de Humberto Spindola da Secretaria de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão de Belém para a entrada de Patrick Tranjan (foto), que deixa a Secretaria de Educação.
•As mudanças foram interpretadas como uma interferência direta do governador Helder Barbalho e do MDB nacional. Patrick veio de São Paulo com Rossieli Soares, por indicação do ex-presidente Michel Temer.
•Conforme a coluna antecipou, Nay Barbalho também foi exonerada da Secretaria de Inclusão Acessibilidade e retorna para a Câmara de Vereadores, tirando de cena Eduarda Bonanza, que ocupava a vaga.
•Quem assume a vaga da prima do governador na área de Inclusão é o chefe de Gabinete do prefeito Igor Normando, Cleidson Ferreira Chaves, acumulando os dois cargos.
•Mais: são aguardadas novas mudanças de titulares das pastas municipais, incluindo a Secretaria de Zeladoria, ex-Urbanismo, ocupada por Thayta Martins.
•Em dia de recorde de consumo de energia no Brasil, Belo Monte foi a hidrelétrica que mais gerou, atendendo 42 milhões de pessoas.
•A marca histórica de 105.850 MW foi registrada na tarde de terça-feira, segundo o ONS. A usina da concessionária Norte Energia, que fica no sudoeste do Pará, entregou ao Sistema Interligado Nacional 7,3% do total demandado.
•Com ondas de calor em boa parte do Brasil, o País registrou novo pico de consumo de energia às 13h31 da terça, atingindo 05.850 MW de demanda instantânea.
•Et por cause, junho começa com notícia cinzenta: a majoração nas contas de luz, que ficarão mais caras esse mês por conta do acionamento da bandeira vermelha da Agência Nacional de Energia Elétrica.
•Com redução das chuvas e a diminuição na geração de energia nas hidrelétricas, os consumidores pagarão taxa adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.