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Internet das coisas, computação em nuvem e o trabalho remoto fragilizam a segurança cibernética

A criptografia permite proteger dados, quer em trânsito como em repouso. A autenticação multifator (MFA) permite adicionar camadas extras de segurança aos logins.

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  • José Croelhas | Especial para o POD
  • 06/07/25 11:23
Internet das coisas, computação em nuvem e o trabalho remoto fragilizam a segurança cibernética

Segurança cibernética e a proteção de dados são temas críticos na presente e avançada era digital, especialmente com o aumento sistemático dos ataques cibernéticos, como o que, dias atrás, possibilitou o roubo de R$ 541 milhões das contas de bancos privados no Banco Central. 


Só em 2024, o Brasil registrou 356 bilhões de tentativas de ataques, com 21% a mais nos ciberataques semanais por organização em 2025.


Segundo o FBI, os ataques cibernéticos causaram prejuízos bilionários, com perdas globais que chegaram em US$ 16,6 bilhões em 2024. 


Não resta a menor dúvida de que ransomware, phishing, malware e ataques DDoS estão se tornando cada vez mais sofisticados e frequentes, a partir da expansão da chamada  "superfície de ataque", que inclui a tal internet das coisas (IoT), a computação em nuvem e o trabalho remoto, entre outros pontos vulneráveis.


As ameaças internas aos sistemas operacionais incluem, claro, funcionários mal-intencionados, cooptados ou negligentes na base de quase todo vazamento de dados, apesar de as regulamentações rigorosas - LGPD (Brasil), GDPR (UE) e CCPA (EUA) - exigirem conformidade rígida.


O que se pode fazer para proteger os dados? 


A criptografia permite proteger dados, quer em trânsito como em repouso. A autenticação multifator (MFA) permite adicionar camadas extras de segurança aos logins.


Por sua vez, backups regulares previnem contra a perda de dados em caso de ransomware e, no âmbito da gestão do acesso, limitar permissões com o princípio do menor privilégio também pode minorar riscos.


Desse modo, treinar colaboradores é essencial para identificar rapidamente golpes como phishing.


A Inteligência Artificial (IA) também pode ser uma notável aliada na segurança e detecção de ameaças em tempo real, já que nenhum usuário ou dispositivo é confiável por padrão.  

Especialistas ressaltam que a proteção de dados em nuvem podem ser reforcada a partir de ferramentas como CASB (Cloud Access Security Broker) para monitorar acessos.


A grande verdade é que, com o aumento da digitalização, investir em segurança cibernética e proteção de dados não é mais opcional, mas uma necessidade crítica para empresas, governos e indivíduos.


A adoção de boas práticas e o cumprimento rigoroso dos protocolos regulatórios são essenciais para mitigar riscos e garantir a privacidade na era digital.  


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.