São Paulo, 05 - A aprovação do governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parou de cair depois de atingir o
pior patamar de todos os seus mandatos, e conseguiu uma leve melhora na
proporção dos que avaliam sua gestão como ótima ou boa, segundo a mais recente
pesquisa Datafolha.
Ainda assim, segue quase 10 pontos porcentuais abaixo do índice de eleitores
que desaprovam o governo petista. São 38% que consideram o governo como ruim ou
péssimo, ante 29% que avaliam a gestão como ótima ou boa segundo a pesquisa
Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 4.
O índice de aprovação subiu de 24%, no levantamento de fevereiro. Já os que
classificavam sua gestão como regular continuam sendo 32%. Os números mostram
que a queda na popularidade de Lula, registrada nas pesquisas recentes também
de outros institutos, alcançou um piso e, ligeiramente, estancou.
Comparada ao último levantamento do Datafolha, de 14 de fevereiro, o governo
subiu cinco pontos porcentuais na avaliação positiva, e caiu três na negativa.
Nela, Lula atingiu o pior índice dos seus três mandatos na Presidência, com 24%
de aprovação ante 41% de reprovação.
Na série histórica da pesquisa, que avaliou os outros dois mandatos que o
petista esteve no poder, Lula nunca chegou a um patamar tão baixo de aprovação.
O índice de quem considera o governo como regular segue o mesmo da última
pesquisa, 32%. Antes, 2% disseram não saber o que responder, ante 1% agora.
O levantamento foi publicado um dia após a investida do governo em divulgar o
balanço das entregas federais nos dois primeiros anos de mandato e tentar
reverter a imagem negativa acumulada pela gestão nos últimos meses.
A "crise do Pix" e a alta no preço dos alimentos ajudam a explicar a
baixa na popularidade, que tenta ser contornada desde que o ministro da
Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, assumiu a pasta em
janeiro.
Questionados sobre o futuro, 35% dos entrevistados disseram acreditar que,
daqui para frente, Lula fará um governo ótimo ou bom, mesmo índice dos que têm
uma perspectiva pessimista, enquanto 28% dizem que será regular. Segundo o
Instituto, esta é a primeira vez que o índice otimista não é numericamente
maior do que o negativo.
A pesquisa ouviu 3.054 pessoas, com 16 anos ou mais, em 172 municípios, entre
os dias 1º e 3 de abril. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos
porcentuais.
Fonte: Estadão conteúdo
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil