O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva assinou o decreto de antecipação do 13º de aposentados e pensionista do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como feito em outros anos. A
primeira parcela será paga em abril e a segunda, em maio.
Lula ainda firmou o decreto que
regulamenta as mudanças no Fundo Social, que destina R$ 18 bilhões para o
programa Minha Casa, Minha Vida.
O presidente também voltou a
prometer a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para a classe média e anunciou a
implementação da TV 3.0, sistema integrado de televisão aberta e internet.
Lula participou do evento
intitulado O Brasil dando a volta por cima, que, segundo ele, foi “um breve
balanço daquilo que fomos capazes de realizar em apenas dois anos”. A
solenidade ocorreu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, com
a presença de ministros, parlamentares e representantes de movimentos sociais.
Balanço
“Ao longo de 2023 e 2024, o
governo federal se dedicou à reconstrução de políticas que, além de recuperar a
economia, alcançaram resultados importantes na redução da fome e da pobreza, no
acesso ao trabalho e em áreas como educação, saúde, infraestrutura e relações
exteriores”, destacou a Presidência.
Entre os números apresentados
estão:
Economia - O Brasil voltou
para o ranking das dez economias do mundo. Nos últimos dois anos, o país
cresceu duas vezes mais que a média registrada entre 2019 e 2022. O Produto
Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos) foi de 3,2% em 2023 e
de 3,4% em 2024.
Empregabilidade - O Brasil
registrou em 2024 a menor taxa de desemprego dos últimos 12 anos, de 6,6%,
“situação de quase pleno emprego”, disse a Presidência. Em 2021, o
indicador havia chegado a 14,9%, o maior da série histórica. Desde 2023, mais
de 3,2 milhões de empregos formais foram gerados. O salário mínimo também
foi reajustado
acima da inflação.
Comércio internacional – Nos
últimos dois anos, o presidente manteve reuniões com líderes de 67 países. Mais
de 340 mercados
foram abertos para produtos do agronegócio e a inserção
comercial brasileira foi ampliada, em acordos com China, União Europeia e
Oriente Médio. Em 2025, o país sedia a Cúpula do Brics, a 30ª Conferência das
Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) e assume a presidência do
Mercosul.
Combate à fome - “O
Brasil retomou múltiplas políticas para nutrição e combate à fome e tornou-se
uma das nações que mais reduziram a insegurança alimentar no período”, diz.
Relatório das Nações Unidas apontou que a insegurança alimentar severa caiu 85%
no Brasil em 2023. Em números absolutos, 14,7 milhões
deixaram de passar fome no país. A insegurança alimentar severa, que
afligia 17,2 milhões de brasileiros em 2022, caiu para 2,5 milhões. Nesse
sentido, o programa Bolsa Família protege mais de 20 milhões de famílias todo
mês, com repasse mínimo de R$ 600.
Mais Médicos - Para ampliar
o acesso ao atendimento em saúde, o Mais Médicos dobrou o número de vagas. São
mais de 26 mil profissionais atuando, após o programa ter sido reduzido a 13
mil. Hoje, eles chegam a 4,5
mil municípios e cobrem uma região com 64 milhões de
brasileiros.
Farmácia Popular - O
Farmácia Popular, hoje, oferece 41
medicamentos de forma gratuita, incluindo fraldas geriátricas.
Cirurgias no SUS - Houve
recorde de cirurgias eletivas no SUS, com mais de 14 milhões de
procedimentos em 2024, alta de 37% em relação a 2022.
Ambulâncias – O Ministério
da Saúde aumentou em cinco vezes a
entrega de ambulâncias do Samu. Entre 2019 e 2022, 366 foram
distribuídas. Nos últimos dois anos, o número subiu para 2.067.
Vacinação – “Após superar um
período de negacionismo, o Brasil saiu da lista de países com mais crianças não
vacinadas no mundo, segundo o Unicef”, diz o governo. A cobertura vacinal
aumentou consideravelmente para 15 das 16 vacinas infantis.
Pé-de-meia – O programa
Pé-de-Meia é um dos destaques no estímulo à educação. Criado para garantir a
permanência de estudantes do ensino médio em sala, o incentivo financeiro já
chega a 4 milhões de jovens. O programa transfere até R$ 9,2 mil por alunos
durante os três anos do ensino médio.
Escola integral – “Mais
tempo na escola, atividades esportivas, culturais e científicas, além de
tranquilidade para os pais trabalharem”. É essa a perspectiva do governo para o
ensino em tempo integral, que chegou a mais de 1 milhão de estudantes, o
equivalente a 33 mil salas de aula.
Ensino superior - O governo
federal anunciou 10 novos campi de universidades, 400 obras em universidades e
hospitais universitários pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
e 102 novos institutos federais de educação. As bolsas de estudo da pós-graduação
também foram reajustadas depois de 10 anos.
Nova indústria - Criado para
fomentar o desenvolvimento produtivo, o programa Nova Indústria Brasil estimula
o setor. A indústria cresceu 3,3% em 2024 e foi um dos destaques para puxar o
PIB de 3,4% do Brasil. O setor sozinho gerou quase 200 mil empregos formais no
ano.
Novo PAC — Desenvolvido pelo
governo federal a partir de prioridades de estados e municípios, o Novo PAC
envolve mais de 20 mil obras e ações. Os investimentos superam R$ 1,8 trilhão
para acelerar o crescimento do Brasil.
Habitação – O Minha Casa,
Minha Vida foi modernizado e ampliado, com a contratação de mais de 1,2 milhão
de moradias em dois anos.
Agronegócio — O Brasil tem o
maior volume de investimentos da história do agronegócio, superando R$ 765
bilhões de crédito para a produção agropecuária pelo Plano Safra.
Servidores - O Concurso
Público Nacional Unificado atraiu mais de 2 milhões de candidatos para 6.640
vagas na administração pública. O formato inclusivo, com provas em todas as
unidades da federação, será adotado novamente em 2025.
Imposto de renda - O governo
federal isentou do Imposto de Renda (IR) 10 milhões de pessoas com renda de até
dois salários mínimos. Além disso, já foi enviado ao Congresso o projeto que
concede isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês e desconto progressivo até
R$ 7 mil, o que deve tirar outros 10 milhões de brasileiros do IR a partir
de 2026.
Turismo – O Brasil teve
recorde de 6,7 milhões de turistas estrangeiros em 2024. O número é maior do
que os registrados em 2014, ano de Copa do Mundo no país, e 2016, quando foram
realizados os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.
Queda no desmatamento – A
Amazônia atingiu a menor taxa de desmatamento da década em 2024, com a maior
redução em 10 anos: 46% de queda em relação a 2022. No Cerrado, a redução de
25,7% em 2024 foi a primeira em cinco anos.
Cultura - A Lei Paulo Gustavo e a Política Nacional Aldir Blanc garantiram R$ 6,86 bilhões em investimentos para o setor cultural. Na Lei Rouanet, houve a nacionalização dos investimentos, com novas linhas especiais alcançando territórios e comunidades que, historicamente, não eram beneficiados. Só em 2024, foram R$ 3 bilhões de recursos, mais de 14 mil projetos aprovados e mais de 5,6 mil empresas patrocinadoras.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil