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FPF intervém e chama empresa de informática para vender estacionamento e bares no Mangueirão

Denúncia aponta que intervenção direta do presidente da Federação, Ricardo Gluck Paul, determinou a substituição de duas empresas definidas para os serviços pela Gardeline.

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  • 06/09/23 08:00
FPF intervém e chama empresa de informática para vender estacionamento e bares no Mangueirão
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que o endereço travessa Curuçá, 721, em Belém, tem a ver com a partida pelas eliminatórias da Copa do Mundo de Futebol entre Brasil e Bolívia, marcada para amanhã? Muito a ver. Pelo menos é o que aponta a denúncia recebida pela coluna envolvendo operações nos bares e no estacionamento do Mangueirão, local do jogo. A organização da partida e as medidas administrativas estão a cargo da Federação Paraense de Futebol em parceria com a CBF. 


A empresa ‘factótum’ Gardeline Health Care assumiu, por ordem de Ricardo Gluck Paul, a venda de bilhetes de estacionamento e o serviço de bar para o jogo entre Brasil e Bolívia, amanhã/Fotos: Divulgação.

 Em meio ao alvoroço dos torcedores diante da presença de craques como Neymar, Richarlison e Gabriel Jesus, entre outros menos votados, o comércio da bola movimenta Belém e as estruturas do Mangueirão, mas desperta a curiosidade e a desconfiança da turma que acompanha o evento. Entenda.


Empresa factótum

 

O endereço travessa Curuçá, 721, abriga o escritório da Gardeline Gerenciamento e Tecnologia Ltda, ou Gardeline Health Care, empresa que ganhou vida na Secretaria de Finanças de Belém a partir de julho de 2017. Genericamente, a empresa é especializada em "serviços de montagem de móveis de qualquer material", mas tem 14 atividades secundárias no portfólio. É factótum, por assim dizer, e foi quem assumiu a comercialização nos bares e no espaço do estacionamento durante a partida, segundo decisão da FPF.

 

- A empresa não tem as autorizações e a documentação obrigatória, como alvará, para operar com bebidas, nem teve tempo para seguir os trâmites da habilitação exigida para prestar os serviços relacionados - aponta a denúncia.

 

Com a palavra

 

Mas, qual a ‘mágica’ para credenciar a Gardeline? A resposta fica para Ricardo Gluck Paul, presidente da FPF, que, segundo a denúncia, teria empurrado a empresa “goela abaixo" ao grupo de organização do jogo:

 

- Foi uma intervenção", diz a fonte. A deliberação de Gluck Paulo pegou a todos de surpresa e teria ocorrido em uma reunião no final de semana com representantes da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social e demais secretarias. Tanto a empresa responsável pela venda de estacionamento, quanto a empresa encarregada dos serviços de bares já estariam definidas, mas tudo mudou - esclarece.


A Gardeline iniciou a comercialização dos bilhetes ontem e, segundo consta, os serviços correm sem atropelos.

Mais matérias OLAVO DUTRA

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.