A cidade de Parauapebas, localizada no Pará, a 700 quilômetros da capital Belém, registrou um tremor de terra de magnitude 4,3 na Escala Richter. O caso ocorreu na madrugada desta quinta-feira (3).
O abalo sísmico, de magnitude moderada, foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da USP e pelo Observatório Nacional (ON). De acordo com as instituições, a população local foi capaz de sentir o fenômeno.
Segundo o catálogo de Sismologia da USP, este foi o maior evento registrado próximo ao município de Parauapebas desde 1900, ano em que se iniciou a observação da área.
Outros tremores
De acordo com a RSBR, este é o quarto tremor de terra registrado no Pará em 2025. Os outros ocorreram nos seguintes locais e datas:
- Em Parauapebas, no dia 9 de janeiro, e teve magnitude 2.8 MLv (medida que é uma variação para pequenos tremores);
- Em Novo Repartimento, em 17 de janeiro, com magnitude 2.3 mR;
- Em Tucuruí, no dia 28 de janeiro e de magnitude 2.9 mR.
Entenda a escala Richter
Os cientistas usam amplamente a “escala de magnitude de momento” para categorizar a força e o tamanho dos terremotos de uma forma mais precisa do que a “escala Richter”, usada há muito tempo, afirma o Serviço Geológico dos EUA.
Esta escala de magnitude de momento é baseada no “momento sísmico” do terremoto, que explica o quanto a crosta terrestre se desloca em um terremoto, o tamanho da área ao longo da fissura da crosta e a força necessária para superar o atrito naquele local, juntamente com o ondas sísmicas que a mudança cria.
A magnitude do momento será maior se houver mais atrito e deslocamento ao longo de uma distância maior.
As ondas sísmicas são medidas por sismógrafos, que utilizam um pêndulo preso a uma mola que se move com o tremor da Terra, gerando uma espécie de gráfico denominado sismograma.
Fonte: CNN
Foto: Maycon Nunes / Ag. Pará