Magnitude

Entenda o tremor de terra que atingiu Parauapebas

Evento foi o maior registrado próximo ao município de Parauapebas desde 1900

04/04/2025, 11:30
Entenda o tremor de terra  que atingiu Parauapebas

A cidade de Parauapebas, localizada no Pará, a 700 quilômetros da capital Belém, registrou um tremor de terra de magnitude 4,3 na Escala Richter. O caso ocorreu na madrugada desta quinta-feira (3).

O abalo sísmico, de magnitude moderada, foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da USP e pelo Observatório Nacional (ON). De acordo com as instituições, a população local foi capaz de sentir o fenômeno.

Segundo o catálogo de Sismologia da USP, este foi o maior evento registrado próximo ao município de Parauapebas desde 1900, ano em que se iniciou a observação da área.

Outros tremores

De acordo com a RSBR, este é o quarto tremor de terra registrado no Pará em 2025. Os outros ocorreram nos seguintes locais e datas:

  • Em Parauapebas, no dia 9 de janeiro, e teve magnitude 2.8 MLv (medida que é uma variação para pequenos tremores);
  • Em Novo Repartimento, em 17 de janeiro, com magnitude 2.3 mR;
  • Em Tucuruí, no dia 28 de janeiro e de magnitude 2.9 mR.

Entenda a escala Richter

Os cientistas usam amplamente a “escala de magnitude de momento” para categorizar a força e o tamanho dos terremotos de uma forma mais precisa do que a “escala Richter”, usada há muito tempo, afirma o Serviço Geológico dos EUA.

Esta escala de magnitude de momento é baseada no “momento sísmico” do terremoto, que explica o quanto a crosta terrestre se desloca em um terremoto, o tamanho da área ao longo da fissura da crosta e a força necessária para superar o atrito naquele local, juntamente com o ondas sísmicas que a mudança cria.

A magnitude do momento será maior se houver mais atrito e deslocamento ao longo de uma distância maior.

As ondas sísmicas são medidas por sismógrafos, que utilizam um pêndulo preso a uma mola que se move com o tremor da Terra, gerando uma espécie de gráfico denominado sismograma.

Fonte: CNN

Foto: Maycon Nunes / Ag. Pará

 



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