Ministro afirmou que aviões e submarinos nacionais estão com a conclusão atrasada há 15 anos
Brasília, 04 -
O ministro da Defesa, José Múcio, lamentou o orçamento das Forças Armadas no
Brasil e listou dificuldades que sua pasta enfrenta, como atrasos na conclusão
de projetos e falta de recursos. De acordo com a CNN, o desabafo ocorreu nesta
quinta-feira, 3, em conversa com jornalistas durante o Curso de Cobertura
Jornalística em Áreas de Combate, que ocorre no Rio de Janeiro.
"A nossa frota vai envelhecendo. Daqui a pouco vai ter marinheiro sem
navio, aviador sem avião e soldado do Exército sem equipamento para
lutar", disse o ministro no evento. Múcio ainda defendeu que investimento
nas Forças Armadas não deveria ser uma questão ligada à ideologia do governo
vigente.
O ministro afirmou que aviões e submarinos nacionais estão com a conclusão
atrasada há 15 anos e ainda completou: "não estamos cuidando da nossa
manutenção, estamos com problema de combustível". De acordo com ele, o
descaso ocorre porque o brasileiro "acha que elas (as Forças) existem só
para a guerra"
Em 14 de julho, o orçamento das Forças brasileiras sofrerá um congelamento de
R$ 2,6 bilhões , determinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Como mostrou o Estadão/Broadcast, os cortes no orçamento da Força Aérea
Brasileira serão responsáveis por impedir o voo de 40 aviões até dezembro deste
ano, além de afastar de 137 pilotos de suas ocupações. A FAB também adotará
períodos em meio expediente e mandará militares para o home office.
O ministro José Múcio já levou ao Senado a proposta de investimento de 2% da
receita corrente líquida nacional na Defesa, com crescimento de 0,1% ao ano por
meio da PEC da Previsibilidade, que daria segurança para o setor.
"Vivemos num mundo terrivelmente preocupante. O mundo inteiro está se
armando", argumentou o militar na ocasião. A justificativa é apoiada pelo
comandante do Exército, general Tomás Paiva, que em abril afirmou que "os
investimentos em defesa vêm crescendo exponencialmente em todas as regiões do
globo, uma realidade que sugere ao nosso País atenção redobrada em relação à
proteção dos brasileiros".
Fonte: Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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